Distúrbio silencioso na gravidez, que não apresenta sintomas específicos, o diabetes gestacional pode levar a um parto prematuro ou ao nascimento de bebês acima dos 4 quilos (macrossomia fetal), com hipoglicemia e predisposição à obesidade no futuro. A grávida que apresenta esse problema tem mais probabilidade de ter diabetes do tipo 2 depois.

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Embora algumas mulheres tenham mais risco de desenvolver o diabetes gestacional do que outras, ser magra e saudável não livra a gestante do problema. Por isso, o exame de sangue para avaliar a glicemia de jejum é feita ao menos duas vezes para todas as grávidas ao longo dos nove meses: no começo do pré-natal e entre o final do 6º mês e o início do 7º mês. A Sociedade Brasileira de Diabetes informa que o distúrbio afeta 7% das gestações.

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O teste de tolerância à glicose também é importante. A gestante bebe uma solução açucarada e, minutos depois, tem seu sangue extraído para avaliar os níveis de açúcar. Se estiverem elevados, outro exame de glicose no sangue é coletado para determinar se a grávida tem diabetes gestacional. O tratamento envolve uma dieta especial com acompanhamento clínico e, em alguns casos, medicação. 

Quais os fatores de risco para o diabetes?

Um dos agentes responsáveis por seu surgimento tem a ver com a placenta e sua produção intensa de hormônios, que afetam a ação da insulina nas células, fazendo com que o nível de açúcar no sangue aumente, principalmente após as refeições. No diabetes gestacional, que aparece durante a segunda metade da gravidez, a elevação do nível de açúcar sobe drasticamente, o que pode afetar o crescimento e a saúde do bebê.

Entre os fatores considerados de risco estão o histórico familiar de diabetes, idade mais avançada (acima de 35 anos), ganho de peso excessivo durante a gestação, obesidade, concentração de gordura no abdome, síndrome dos ovários policísticos, estatura abaixo de 1,50 metro, hipertensão arterial sistêmica na gravidez e gestação múltipla.

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O que fazer para evitar o problema

Uma dieta nutricional que corte açúcar e farinha branca e a prática de exercícios são suficientes para impedir a maioria dos casos – cuidado também com o consumo exagerado de frutas e sucos naturais, que possuem frutose (açúcar), e de alimentos ricos em carboidratos, como batata, tapioca e arroz branco. Uma caminhada diária de meia hora, em ritmo moderado, já resolve boa parte do problema e costuma ser liberada pela maioria dos obstetras, mas converse antes com seu médico.

Geralmente, a doença desaparece depois do parto. No entanto, o acompanhamento médico é essencial para combater o surgimento de diabetes tipo 2. Em tempo: amamentar pode reduzir o perigo de desenvolvimento de diabetes permanente após o parto.

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